Em parecer assinado pela promotora Flávia Abido Alves, a acusação considera comprovadas a materialidade e a autoria do crime durante audiência realizada em janeiro. A pena solicitada varia de três a nove anos de reclusão, com agravantes devido à posição hierárquica do réu e à relação de trabalho mantida com a vítima.
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De acordo com a denúncia, os abusos ocorreram no contexto de supostas práticas terapêuticas e espirituais conduzidas por Paulo Roberto, que é psicólogo. A vítima, que buscava na congregação religiosa amparo para depressão, passou a sofrer manipulação psicológica e investidas sexuais durante sessões individuais, inclusive com o uso de substâncias psicoativas fornecidas pelo líder. A promotoria destaca que a relação de poder espiritual e laboral impossibilitava qualquer consentimento livre por parte de Jéssica.
A acusação ressalta ainda que o caso não é isolado: pelo menos outras seis mulheres relataram ter sofrido abusos semelhantes pelo religioso, algumas durante as chamadas ”terapias de cura” ou ”terapias bioenergéticas”. Uma carta aberta de uma americana, publicada em dezembro de 2025, descreve violação e humilhação, mencionando ainda um e-mail em que o acusado pedia perdão por ”desvios” atribuídos a influências espirituais. No Conselho Regional de Psicologia do Rio, há registro de denúncia contra o profissional.
O pedido do MP argumenta que houve abuso de confiança e autoridade, com práticas reiteradas e fraudulentas. A defesa de Paulo Roberto tentou suprimir uma das provas apresentadas, sob a alegação de que teria sido incluída após o prazo authorized.
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