08 de novembro de 2015. Esse foi o dia em que o Vasco da Gama venceu, pela última vez, o Palmeiras, independentemente do Estádio.O triunfo por 2-0, no entanto, não travou a descida de divisão do Cruz-Maltino nesse ano. Agora, a turma de Nuno Moreira vai tentar quebrar um enguiço com 10 anos ao enfrentar o conjunto de Abel Ferreira para a quinta jornada da Série A do Brasileirão.
No estádio de São Januário, palco de mais um confronto entre os dois clubes, a última vitória do Gigante da Colina ficou ainda mais distante no tempo: um 3-1 em setembro de 2012.
Em mais de uma década, muita coisa mudou no futebol, mas a realidade recente de Vasco e Palmeiras continua desequilibrada. Enquanto os paulistas vêm de mais um título estadual e ocupam a primeira posição na tabela, o Vasco aparece no último lugar e nem sequer chegou à remaining do campeonato Carioca.

O sopro de esperança dos vascaínos, além do fator casa, é a estreia de Renato Gaúcho, que volta ao clube para comandar a equipa. Na segunda passagem, em 2008, não conseguiu evitar a primeira despromoção da história vascaína. Naquele plantel, Pedrinho — hoje presidente do clube — period um dos jogadores mais experientes.
O Palmeiras, por sua vez, chega com o treinador mais longevo do futebol brasileiro em mais de três décadas, Abel Ferreira, e com avançados mais eficientes, como mostram os números.
Golos esperados (xG)
O caso de Vitor Roque é o mais significativo. No atual campeonato brasileiro, o índice de golos esperados (xG) do atacante do Palmeiras está em 0,4 por 90 minutos, enquanto a média de golos marcados é de 0,8 por 90 minutos.
Como a amostra ainda é pequena — apenas quatro jogos — pode haver um componente de sorte. Ainda assim, o mais importante é que o camisola 9 está a colocar a bola no fundo das redes. O índice de xG por remate também chama atenção: 0,5 por 90 minutos. Por outras palavras, produz finalizações perigosas todos os jogos — acima de 0,4 já é considerado um nível difícil para o guarda-redes defender.
Os números de Allan também mostram eficácia. Somando os quatro jogos em que atuou, tem um índice de golos esperados de 0,51. Como o camisola 40 já marcou dois na competição — quase quatro vezes o esperado — o dado indica que está aproveitando bem as oportunidades.

Ataque inoperante
Do lado vascaíno, nem é preciso esmiuçar muito os índices ofensivos da equipa, até então comandada por Fernando Diniz, para perceber a baixa produção. Marcaram apenas três golos (nenhum foi dos avançados), apesar de um índice médio de xG de 2,2 por 90 minutos.
Os atacantes apresentam índices de acerto na baliza muito baixos. Em tese, pela qualidade das oportunidades criadas, o clube carioca poderia estar com uma quantidade de golos próxima à do adversário desta noite, que já soma 12 na competição.

Debaixo dos postes
No setor defensivo, a discrepância entre Vasco e Palmeiras é menor. Os dados, portanto, não explicam totalmente a diferença entre os dois clubes na tabela da Série A.
Enquanto o emblema carioca sofreu seis golos, o Palmeiras cedeu cinco.

Léo Jardim tem um índice de 54% de defesas. Já Carlos Miguel tem trabalhado mais na baliza palmeirense: defendeu 71% dos remates enfrentados, além de ter sofrido menos golos — um dos cinco foi na própria.
Outro dado relevante: o guardião do Palmeiras ainda não sofreu em remates de fora da área neste campeonato.